terça-feira, 5 de março de 2013

Sugestão de leitura (V)




DA OBRA

«(…) Para que serve este livro:
Para pôr na estante, pois fica em princípio bem em qualquer casa e, mesmo que não sirva para mais
nada, a sua leitura poderá sempre servir de muito salutar penitência.
Para oferecer: é um bom presente para um amigo especial (o seu caso, se o livro lhe foi oferecido!) ou
para um inimigo de estimação, pois não é qualquer inimigo que recebe uma prenda destas.
(…)
Informação importante sobre alguns ingredientes do livro.
Q.b. de doutrina católica, apostólica, romana, segundo as directrizes do magistério da Igreja, mas
cabendo ao autor toda a responsabilidade pelas posições assumidas.
Contém produtos genuinamente sobrenaturais – como a fé, a esperança e a caridade – com certificação
de origem. (…)»

in A Abrir: Instruções para o uso deste livro

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Papa afinal é Infalível! - por Nuno Serras Pereira


28. 02. 2013
  
Inesperada e surpreendentemente parece ter-se criado uma unanimidade entre ateus, prémios Nobeldissidenteshereges, jornalistas não católicos, e comentadores públicos de que a decisão do Papa Bento XVI é absolutamente certa, insusceptível de qualquer erro. É caso para dizer, que são “mais papistas que o Papa”. De facto, nunca a Igreja ou qualquer Pontífice afirmou, nem mesmo aventou, que o Carisma da Infabilidade se aplicava a decisões pessoais, ou de governo, ou prudenciais. Temos pois que aqueles que negam ferozmente que a Infabilidade de Deus, do Espírito Santo, se possa comunicar ao Santo Padre em determinadas e precisas circunstâncias, aclamam agora a lucidez “infalível” nesta questão prevista pelo Direito Canónico. É verdade que eles não recorrem ao termo mas, quanto a mim, dizem-no de outra maneira. Será preciso recordar as constantes agressões, sem dó nem piedade, a que a sua pessoa e o seu Magistério foram sujeitos? Como explicar então esta rendição moralmente unânime, daqueles que mencionei, em relação à sua renúncia? Na verdade, a decisão que o Santo Padre tomou pode ser livremente discutida, e dela se pode discordar, sem que isso implique qualquer infidelidade, ilicitude ou imoralidade, por qualquer fiel católico, desde um leigo empenhado a um Cardeal, amigo pessoal e fiel seguidor de Bento XVI. Parece haver aqui uma estratégia de condicionar as mentalidades de modo a “forçar” que de agora em diante seja sempre assim, que se torne obrigatória a renúncia ou abdicação dos próximos Pontífices Supremos em circunstâncias semelhantes. Não nego que o exemplo possa fazer escola, mas não vejo que tenha de ser necessariamente assim.


Como já escrevi, a enorme tristeza por esta renúncia transformou-se, em mim, numa alegria desmesurada, embora sofrida e magoada, em virtude da minha convicção profunda, que neste caso se cumpre a vontade de Deus. Não há nenhuma dúvida de que o Papa Bento XVI, que goza de uma consciência muitíssimo bem formada, na sua oração discerniu, pelas luzes que recebeu, que no seu caso, tendo em conta a forma e as responsabilidades que assumiu nos dias de hoje o ministério do sucessor de Pedro, vigário de Cristo na terra, e concluiu que deveria abdicar desse mesmo ministério. Esta convicção fundamente enraizada não é, no entanto, infalível. O Romano Pontífice pode errar, estando embora de boa-fé. Se for esse o caso, o que pessoalmente não acredito, não será, nem por sombras condenado, pois fez tudo o que estava ao seu alcance para conhecer a vontade de Deus e a pôr em prática. O mesmo se pode e deve dizer do Bem-aventurado João Paulo II que, em circunstâncias semelhantes, no seu caso, percebeu que Jesus Cristo lhe pedia que ficasse até ao fim, até à Passagem para a eternidade. Deus pode ter querido mostrar à Igreja e ao mundo que a cruz de cada um se pode unir à Sua de modos muito distintos.


Pessoalmente, creio que a unanimidade prática de respeito e elogio da abdicação de Bento XVI não se deveu somente à lisonja nem obedeceu simplesmente a estratégias inconfessáveis mas resultou da sua alta santidade, da sua grandíssima humildade, da sua Fé desmedida, do seu imenso amor a Jesus Cristo, da enorme simplicidade e da normalidade com que se comunicou e de tudo tratou, tocando assim os corações no seu âmago. Este acto, ou sucessão de actos, na minha perspectiva, constituiu uma pregação vivíssima que abalou e comoveu intimamente não só os Fiéis Leigos, os Religiosos, Consagrados, Sacerdotes, Bispos e Missionários mas também os próprios Cardeais, e os aproximou, e os recentrou no essencial, em Jesus Cristo, o Coração ou núcleo mais profundo da Igreja. A santa unidade em Cristo Jesus suscitada por esta Renúncia de amor, que pôs, comovida, toda a Igreja em oração alcançará seguramente a Graça de um novo Papa do agrado do Senhor, segundo o Seu Coração, que se deixe em tudo guiar por Ele.


É possível que um dos motivos que levou o Santo Padre à renúncia do seu ministério, enquanto está ainda capaz, não obstante as grandes limitações, tenha sido o de evitar, no caso de ficar totalmente incapacitado, que se pudessem vir a levantar suspeitas, intrigas, atoardas, “guerrilhas” sobre a veracidade do seu estado de saúde e das reais motivações que levariam à declaração da sua abdicação, isto, caso, é claro, tivesse deixado, a exemplo de seus antecessores mais próximos, uma carta nesse sentido. O suculentíssimo Magistério que neste breve Pontificado o Papa Bento XVI nos deixou é de uma grandeza teológica e espiritual comparável à de um Santo Agostinho – seria muito importante tornar a ler e a reler as suas encíclicas, homilias, catequeses, discursos, etc., e ainda os seus escritos anteriores à sua elevação ao Papado. A influência que exerceu e que recebeu do Papa João Paulo II é um tema fascinante que mereceria estudos muito vastos e aprofundados. Estes dois gigantes da Igreja poderão porventura vir a ser irmanados na história da mesma de um modo semelhante ao de S. Basílio e S. Gregório.


Uma vez que esta manhã diante dos Cardeais o Papa Bento XVI prometeu reverência e obediência incondicional ao próximo Pontífice, espero bem que este o exorte a continuar a enriquecer-nos com os seus escritos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Obrigado Santo Padre Bento XVI

O Santuário de Fátima homenageia o Santo Padre Bento XVI, a poucos dias da resignação do seu ministério pontifício.
De forma singela, através de um pequeno filme de dois minutos, o Santuário de Fátima agradece ao Papa o seu pontificado e a sua peregrinação à Cova da Iria, de 11 a 14 de maio de 2010.
As palavras reproduzidas no filme são as que Papa Bento XVI proferiu, a 12 de maio, na Capelinha das Aparições, no momento da Consagração a Nossa Senhora e da oferta da Rosa de Ouro.



Petição OBRIGADO SANTO PADRE!


SANTIDADE, obrigado pela sua entrega incondicional a Jesus Cristo, à Sua Igreja e ao bem do Homem todo e de todos os Homens, desde o seu início até à morte!

Agradecemos de todo o coração a sua vida e o seu Pontificado que tão importantes foram para nos encorajar e guiar no caminho da santidade.

Agradecemos o seu amor corajoso e fiel à Verdade.

Agradecemos a defesa e promoção constantes da vida e da Paz.

Através deste simples gesto receba o nosso reconhecimento, gratidão, amor e oração. 

Os signatários

ASSINAR AQUI


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Lisboa: 400 mil cartazes dizem «obrigado» a Bento XV


Lisboa, 21 fev 2013 (Ecclesia) – Um grupo de leigos católicos do Patriarcado de Lisboa financiou a distribuição gratuita de 400 mil cartazes de agradecimento ao Papa Bento XVI, que resigna ao pontificado a 28 de fevereiro.

Metade dos cartazes, na horizontal, apresenta Bento XVI em gesto de saudação, e os restantes, orientados verticalmente, mostram o Papa a rezar diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, no santuário da Cova da Iria, durante a sua visita a Portugal entre 11 e 14 de maio de 2010.

Os fiéis que contrataram a aquisição dos cartazes optaram por manter o anonimato, revelou hoje à Agência ECCLESIA o padre Nuno Fernandes, porta-voz do Patriarcado de Lisboa, instituição que apoia a divulgação da iniciativa.

Os cartazes, com a dimensão de duas folhas A4, têm fundo amarelo e são dominados pelo branco, cores da bandeira da Santa Sé, enquanto que as fotografias de Bento XVI foram impressas em tons de cinzento.
As palavras, também a cinza, destacam a frase “obrigado Bento XVI”, seguida da data em que o Papa renuncia, 28 de fevereiro de 2013, a indicação “Patriarcado de Lisboa” e, no fundo, uma sugestão: “coloque o cartaz na janela de sua casa, com vista para a rua num gesto de união e reconhecimento”.

Os exemplares estão a ser distribuídos nas paróquias de São João de Deus e Nossa Senhora do Amparo de Benfica, ambas na cidade de Lisboa, em Oeiras, Cascais e Caldas da Rainha, revela a página do Patriarcado no Facebook.

De acordo com o padre Nuno Fernandes os cartazes serão também distribuídos em Fátima, existindo pedidos de informação sobre a iniciativa provenientes das Dioceses de Setúbal e Viseu.