domingo, 28 de julho de 2013

D. MANUEL III, PATRIARCA DE LISBOA

Armas de Fé


Ordenado Bispo quando celebrámos os 2000 anos da incarnação do Verbo de Deus, o Senhor D. Manuel Clemente quis que as suas “armas” e a sua divisa aludissem a este mistério.
A estrela significa a Incarnação. As suas oito pontas lembram o 8º Dia, a vida eterna que o Pai nos dá no seu Filho pelo seu Espírito. Essa estrela resplandece no centro de uma cruz, não só porque é na cruz que se cumpre inteiramente a Kenose, o esvaziamento d’Aquele que sendo Deus se fez homem e tomou a condição de servo, mas sobretudo porque na cruz de Cristo aconteceu a maior teofania alguma vez vista na terra: na cruz resplandece plenamente o amor, resplandece a luz da nova criação inaugurada por Cristo Novo Adão. Na cruz amanhece o dia eterno em que se consumará a comunhão do homem com Deus.

“O mesmo Deus que disse: do meio das trevas brilhe a luz, foi Ele mesmo que luziu em nossos corações, para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus que resplandece na face de Cristo”.

Nós vimos a sua estrela.

No meio das trevas, na cruz de cada dia, nós vemos a luz.

Em Cristo glorioso, libertos do pecado e da morte, veremos a LUZ.

In lumine tuo. Videbimus lumen.



Leitura Heráldica:

Escudo de prata, com cruz latina de vermelho, carregada de uma estrela de oito raios de ouro, no cruzamento dos braços.

O escudo assente sobre a cruz arquiepiscopal (patriarcal) de ouro, com pedraria de vermelho, encimada por chapéu de 15+15 borlas, como é uso dos Patriarcas da Igreja Latina, tudo de purpura como é próprio do Patriarca de Lisboa.

Sotoposto ao escudo, listel branco com o texto em maiúsculas “IN LUMINE TUO”.


sábado, 27 de julho de 2013

Infanta D. Maria Francisca de Bragança voluntária em jantar beneficente


«Servir Portugal e os Portugueses. Este é o lema da nossa Família Real», pode ler-se na legenda da foto da filha de Dom Duarte Pio, colocada na sua página no Facebook.

Francisca de Bragança foi voluntária no jantar Let`s Help Vale de Acór, um evento que recebeu mais de 600 pessoas no Convento do Beato.

A receita do jantar reverteu para a Associação Vale de Acór/Projecto Homem, uma IPSS, sem fins lucrativos, que trabalha desde 1994 na recuperação de toxicodependentes.

Apesar de o evento ter decorrido em abril, só agora a informação foi divulgada na página do Facebook de Dom Duarte de Bragança.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Os políticos e os extraterrestres - por Nuno Serras Pereira

17. 07. 2013
 

Devido a uma leitura precipitada e consequentemente errada do magnífico Concilio Vaticano II, um dos muitos esplendorosos da Igreja, uma parte da hierarquia da Igreja em terras de Portugal e muitos dos fiéis leigos consideraram que a condição de católico era compatível com toda e qualquer organização sindical e partidária. Se essa interpretação do Concílio fosse correcta desmentiria o Episcopado Alemão que, anos antes, excomungava os fiéis que se inscrevessem no partido nazi.

 
A pluralidade legítima na resolução de problemas concretos que dependem do juízo prudencial de cada um, de que o Concílio fala, nada tem a ver com os absolutos morais enquanto princípios inegociáveis que vinculam a consciência de todos os fiéis e, portanto, também a dos Católicos que se empenham na política. Por exemplo, o direito à saúde e ao trabalho, uma vez que assentam na transcendente e eminente dignidade da pessoa humana (também há pessoas angélicas e Divinas), são sem dúvida alguma um absoluto moral e por isso exigem o empenho resoluto e determinado de qualquer fiel. No entanto, a melhor maneira, ou os meios, de os alcançar e garantir não constituem qualquer absoluto moral, pois que existe um pluralismo de caminhos cuja análise e conclusões podem legitimamente variar dando assim origem a propostas diversas na aplicação das políticas, as quais podem e devem licitamente admitir negociações e compromissos. Mas estes meios, nada têm a ver com os princípios inegociáveis, propriamente ditos, os quais garantem não só a bondade ou maldade dos fins mas também a dos meios para os alcançar ou evitar. Explico-me melhor, não somente é sempre, e em qualquer circunstância, injusto provocar o aborto como o é também admitir na lei, fazer campanha a seu favor ou dar-lhe aprovação com o seu voto. O mesmo se deve dizer em relação à eutanásia e suicídio assistido; à fecundação artificial medicamente substituída, ao congelamento de embriões humanos, à experimentação, eliminação ou clonagem dos mesmos; ao impropriamente chamado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à co-adopção ou adopção por parte de homossexuais; à subtracção das crianças ao direito dos pais as educarem segundo as suas consciências e crença religiosa ou Fé, desde que nestas nada haja contrário à Lei Moral Natural.

 
Graças a Deus que na história desde o 25 de Abril houve Católicos corajosos e fiéis a Jesus Cristo e à Sua Igreja que combateram desassombradamente e com denodo em defesa dos princípios inegociáveis não pactuando com qualquer compromisso que os aguasse ou distorcesse. Enquanto “católicos” confusos ou manipulados ou pervertidos votavam e promulgavam crimes inomináveis, por exemplo, a “lei” 6/84 que “legalizou” a chacina de crianças nascituras, outros, em frente unida (PSD e CDS) a elas se opunham com grande clareza e destimidez.

 
Infelizmente, ou melhor, desgraçadamente, essas duas forças partidárias foram paulatinamente parasitadas por marxistas/liberais (sei que parece estranha a associação, mas é uma fusão verdadeira) e maçons que têm tido o condão de fazer a essas agremiações e seus membros católicos o mesmo que os extraterrestres fazem, nos filmes de ficção, aos humanos: matam-nos, esvaziam-nos, tomam de assalto as suas interioridades, mantendo tão só as suas aparências, e desse modo vão expandindo-se, eliminando as populações e conquistando a Terra. Somente que enquanto nessas fitas as mortes são físicas aqui, na realidade, são espirituais e provavelmente eternas.

 
De há uns anos a esta parte alguns Católicos generosos, de sangue na guelra, fogosos como cavalos de combate adentraram-se em alguns partidos com o propósito de mudá-los por dentro e restituir-lhes o empenho e dedicação ao Bem Comum, isto é, ao bem de todos e cada um, desde a sua fase unicelular até à morte natural, ou seja, à vida cuidada, servida e amada até ao fim. Infelizmente tem-se verificado que, não obstante, alguns ganhos, as perdas são muito maiores, uma vez que essas associações parlamentares têm vindo de mal a pior e de pior ao péssimo. De facto, não se pode negar que apesar dos esforços desgastantes desta gente boa a decadência tem-se acelerado tão vertiginosamente que actualmente não existe em Portugal nenhum grupo parlamentar que aceite e muito menos se bata pelos absolutos morais e princípios inegociáveis. Daí que podemos concluir que esta gente, apesar do seu sacrifício, tem contribuído para promover as facções partidárias a que pertencem e fidelizar o voto católico contribuindo assim para a degeneração e corrupção dos cristãos e da Igreja. Parece que estão a repetir os erros daqueles “católicos”, que há não muito tempo tentaram algo de semelhante num outro partido, mas que afinal mais não eram que “compagnons de route”, o que em português se poderá traduzir como “idiotas úteis”, descartáveis logo que se alcance o objectivo para que serviram.

 
Nas circunstâncias actuais só vislumbro duas hipóteses, a saber, ou há uma invasão maciça e organizada de Católicos, de consciência bem formada, fiéis ao Magistério da Igreja, ou de Homens de boa vontade, isto é que seguem a Lei Natural, que tomem o poder ou estes mesmos têm o dever moral grave de se desembaraçarem rapidamente desses bandos de malfeitores e formarem um novo partido político. Não um partido confessional, nem um partido mais ou menos mono-temático como os diversos que têm surgido em alguns países não conseguindo nunca mais do que 1% ou lá perto.

 
Confesso que actualmente me parece cada vez mais difícil a primeira hipótese ( a da entrada maciça de Católicos) pelo que me parece de melhor aviso a segunda. Não se cuide porém que isto seja um pensamento original ou mesmo uma patacoada excêntrica. 

 
Arcebispo Giampaolo Crepaldi (Presidente do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân - cujo processo de Beatificação está decorrendo -, é uma das inteligências mais preclaras do Episcopado italiano, o que possui um entendimento mais profundo da Doutrina Social da Igreja, a par da mais nítida clareza e desassombro no anuncio da Verdade) afirma limpidamente isso mesmo, pelo menos, num dos seus livros: quando não há partidos políticos que respeitem os princípios inegociáveis os Católicos têm o dever de criar um novo partido que o faça. 

 
À honra de Cristo. Ámen.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Homenagem ao forcado José Maria Cortes que faleceu hoje... Descansa em Paz...


Pequeno vídeo de homenagem ao valoroso forcado José Maria Cortes (Amadores de Montemor) que faleceu hoje, e a quem toda a Afición presta assim uma merecida homenagem!
Descansa em paz...